Sul-Sul, Norte-Sul: expandindo a cooperação

quarta-feira, 14 dezembro 2011

Roma, 14 de dezembro de 2011 – O Diretor-Geral eleito da FAO, José Graziano da Silva, afirmou, durante o encerramento da Expo Global sobre Desenvolvimento Sul-Sul, que seu objetivo é chegar “ao ponto em que a Cooperação Sul-Sul seja vista como um aspecto absolutamente normal de cooperação técnica e do trabalho de consultoria”.

©FAO/Giulio Napolitano

©FAO/Giulio Napolitano

“O foco na Cooperação Sul-Sul não significa que daremos as costas ao modelo de cooperação Norte-Sul. Longe disso! Os progressos no combate à fome exigem a maior troca possível de experiências e conhecimento entre todas as nações. Estamos falando de um desafio fundamental que afeta toda a humanidade e isso é responsabilidade de todos os países – do Norte e do Sul”, afirmou o diretor eleito na sexta-feira passada (9) em Roma.

Graziano da Silva apontou alguns princípios que devem servir de guia para a Cooperação Sul-Sul: cada país tem algo a aprender com outro; a Cooperação Sul-Sul deve basear-se em um senso genuíno de solidariedade e compartilhamento entre países e pessoas; ela deve ser orientada pela demanda; também é necessária maior flexibilidade na condução da cooperação; e, por último, ela precisa ser orientada de modo a otimizar o uso dos recursos escassos.

Graziano da Silva ressaltou que a vantagem da FAO no âmbito da cooperação Sul-Sul inclui uma vasta experiência em cooperação técnica, uma rede de representações nos países em desenvolvimento e a habilidade de servir como intermediário na negociação de acordos tríplices entre os Países-Membros.

O diretor-geral eleito também propôs aos parceiros da Cooperação Sul-Sul a discussão de duas medidas inter-relacionadas. Primeiro, o Departamento de Cooperação Técnica da FAO deve preparar as diretrizes de uma nova abordagem de gestão das atividades da Cooperação Sul-Sul na organização, de acordo com os princípios observados por Graziano, sem esquecer das valiosas experiências compartilhadas na Expo. Segundo, reuniões informais e de caráter operacional devem ser organizadas entre os maiores doadores e os países parceiros para fortalecer e melhorar as atividades de Cooperação Sul-Sul na FAO, levando em consideração suas opiniões sobre como tornar as parcerias mais eficazes.