Durante declaração à imprensa, nesta terça-feira (17/5), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff informou que um dos temas tratados na reunião bilateral com o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, foi a indicação do ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, José Graziano da Silva, para o posto de diretor-geral da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“Apresentei, por fim, ao primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt as razões que me levaram a apresentar a candidatura de José Graziano da Silva para o cargo de diretor-geral da FAO. Tenho a convicção que o candidato brasileiro reúne as mais sólidas credenciais para assumir esse importante cargo.”
Graziano da Silva foi indicado oficialmente como representante brasileiro na disputa pela direção-geral FAO. A eleição ocorrerá na próxima conferência da Organização, no período de 25 de junho a 2 de julho, em Roma, na Itália. Se eleito, Graziano exercerá um mandato de 2012 a 2015.
Agrônomo e professor universitário, Graziano foi o encarregado, no primeiro governo Lula, de implantar o Programa Fome Zero, naquela ocasião o principal projeto de transferência de renda no Brasil. Em novembro do ano passado, Lula anunciou a intenção de indicar Graziano para o posto.
Mas a indicação somente ocorreu no começo de 2011. O governo brasileiro informou que o nome de Graziano preenche os requisitos fundamentais para desempenhar a função, como credenciais acadêmicas sólidas, o fato de ter sido ministro extraordinário para Segurança Alimentar e Combate à Fome, encarregado de implantar o programa Fome Zero e de ter ocupado a direção do Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe.
A plataforma de Graziano inclui a promoção do acesso universal à alimentação e à segurança nutricional através de esforços conjuntos com outras nações e organizações internacionais; o fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento rural; e a construção de processos inclusivos como parte das políticas da FAO.
Fonte: Blog do Planalto


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